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Cegueira (Palestina)

Tradução de Salma Sheherezade

in JEUNE AFRIQUE - Nº 1866 - de 9 a 15 /10/ 1996 - Pág. 82

Os grandes medias ocidentais não param de vo-lo dizer: o bloqueio das negociações no Próximo Oriente é o resultado da intransigência dos Israelitas e dos Palestinianos. Para que haja progresso seria então necessário que Bill Clinton se esforçasse em levar os protagonistas do conflito à mesa das negociações, que cada um aceite fazer um gesto.

Fica-se estupefacto perante uma tal má fé. Arafat nunca cessou de querer negociar. E não se vê muito bem que gesto suplementar os Palestinianos poderiam fazer, à parte, talvez, deixarem-se encerrar no sistema de quase apartheid que Benjamin Netanyahu sonha para eles.

Já foi dito, mas é necessário dizê-lo novamente: apesar dos acordos de Oslo, os Palestinianos não têm, ainda hoje, praticamente nenhum direito. Estão encerrados em Gaza e não dispõem de nenhum acesso às cidades da Cisjordânia que é suposto controlarem. Foram expulsos de Jerusalém-Leste, as suas terras são confiscadas e as que lhes restam são sulcadas por "estradas da vergonha" que não têm o direito de pedir emprestadas. Eles não têm sequer o direito de pensar em construir um aeroporto ou um porto. Para eles, a aplicação estricta dos acordos de Oslo é apenas o minímo vital para evitar uma nova Intifada.

Já foi dito, mas é necessário dizê-lo novamente: Se Netanyahu não fosse israelita, ninguém, ou quase, aceitaria recebê-lo. Falar-se-ía talvez de sanções, de pressões contra o seu país. A sua intransigência seria comparada à de um Slobodan Milosevic. Ele é no entanto também o chefe de um governo que recusa aplicar um acordo internacional assinado pelo seu país e garantido pelos Estados Unidos! Ele é o chefe de um governo que propõe a paz contra ... nada. Ele é o chefe de um governo que manipula sem complexos o religioso para concretizar o político. Alguns dos seus ministros não querem uma paz verdadeira, porque se crêm superiores aos Árabes, como os Afrikaners se consideravam superiores aos Negros.

Já foi dito, mas não se sabe suficientemente, a própria sociedade israelita ainda não está pronta para uma paz verdadeira. Poucos israelitas, mesmo à esquerda, pensam realmente coexistir, cohabitar com os seus vizinhos árabes. Nenhum israelita, ou quase, imagina ver um dia a bandeira palestiniana flutuar sobre Jerusalém ao lado da sua. Tudo isso é desesperante. Quem será capaz de explicar aos israelitas que isso não leva a nada? Que os Palestinianos nunca aceitarão desaparecer ou deixar-se encerrar num ghetto, que já não têm dez ou quinze anos.

Quem será capaz de explicar aos israelitas que vivem num mundo árabe com o qual, um dia ou outro, lhes será necessário viver e compor? Que esses mesmos Árabes estão desgastados pelo conflito, que estão prontos para a paz, com a condição de que esta seja a dos "bravos". Quem pedirá contas a Benjamin Netanyahou por todas essas mortes inúteis, por essas vidas israelitas e palestinianas sacrificadas diariamente? Israel deve compreender. A paz não vem como opção, segundo o humor ou a relação de força do momento. A paz é uma necessidade.





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