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Iraque - a política dos E.U.A. é baseada na ganância

In The Mercury, (África do Sul) de 20/02/98
Artigo enviado por Faruk Tarmamade (África do Sul) - Tradução de Yiossuf Adamgy

A preocupação àcerca das "armas para destruição em massa" de Saddam não é mais do que um desviar de atenção, argumenta Dumisani Makhaye, da ANC KwaZulu Natal (Membro de Parlamento Sul Afriacano)

Quanto mais as coisas mudam, mais ficam na mesma. Com o fim da guerra fria, houve um suspiro de alívio que tivesse sido por fim encontrada uma solução permanente para os conflitos internacionais e regionais. Acreditou-se que os conflitos armados como uma solução para os conflitos regionais e internacionais seriam substituídos por soluções pacíficas e diplomáticas. A história está a provar que o optimismo foi ingénuo. No início da semana passada eu estava a sintonizar a rádio BBC. Desde esse dia a principal história em África é o derrube da Junta Militar da Serra Leoa. As forças nigerianas tomaram finalmente Freetown e estão a ser levadas a cabo operações de limpeza pelo país. O crime do antigo chefe da camarilha militar da Serra Leoa, Major John Koroma, é que ele destituiu um governo eleito democraticamente. Como é que a Nigéria, ela própria governada por um ditador militar, Gen. Sani Abacha, se atreve a intervir na Serra Leoa para destituir outro militar forte? O mundo ficou calado. O mal triunfa onde bons homens e mulheres ficam calados.

A outra notícia é a crise do Golfo. A crise não é nova. A última crise culminou uma década de guerra entre o Iraque e as forças internacionais lideradas e dominadas pelos Estados Unidos. De acordo com a propaganda dos Estados Unidos, a defesa de Saddam Hussein tinha sido finalmente quebrada. Generais foram condecorados e os soldados americanos voltaram para casa vitoriosos. Mas à medida que os anos passaram, tornou-se claro que nem tudo o que foi divulgado pela propaganda americana era verdade. A guerra do Golfo começou com a invasão e ocupação do Kuwait pelo Iraque. Anteriormente, houve uma guerra sem sentido durante seis anos entre o Irão do Ayatollah Khomeini e o Iraque. O revolucionário Irão, que derrubou o regime pro-Estados Unidos do Shah do Irão, era considerado pela América como um inimigo. Houve a crise dos reféns americanos no Irão. Na guerra Irão-Iraque, os Estados Unidos defenderam o Iraque e ajudaram a armá-lo. Mesmo nessa altura, o Iraque usou armas de destruição em massa mas os Estados Unidos aquiesceram (e a Europa assistiu "num silêncio dos calados" ...).

Depois desta guerra, o Iraque ficou fortalecido militarmente. Viu-se a ele próprio como um polícia regional e um protector dos interesses árabes na região contra Israel. Foi então necessário um aumento no preço do petróleo para levantar a sua economia que estava devastada pela guerra. Os países árabes acederam a esta exigência, mas mais tarde o Kuwait negou e baixou os seus preços do petróleo. Então o Iraque invadiu o Kuwait. Os EUA tomam o partido de Kuwait porque têm um estratégico interesse em que baixem os preços do petróleo. Os EUA são o maior consumidor de petróleo do mundo.

Isto conduziu à acção militar contra o antigo aliado da América, o Iraque. Claro, a América não tem amigos permanentes mas sim interesses permanentes. A actual crise no Golfo, disseram-nos, é por causa da inspecção das armas de destruição em massa no Iraque. O problema do Iraque é o facto da equipa de inspecção das Nações Unidas ser dominada e conduzida pelos EUA. O Iraque acusa os inspectores americanos de serem espiões. Os inspectores dos EUA pedem autorização para inspeccionar os palácios presidenciais. O Iraque, correctamente, vê isto como uma tentativa para humilhar o Iraque e espiar o Presidente Saddam Hussein para futuros ataques.

Terão os EUA um direito moral de proceder assim? O que leva os EUA a proceder como um fanfarrão, mesmo com o risco de condenação internacional? Os seus parceiros no Conselho de Segurança das Nações Unidas França, China e Rússia não concordam com a resolução dos EUA de atacar o Iraque militarmente. Mesmo a Turquia disse que não ofereceria as suas bases para o ataque contra o Iraque, e outros importantes países árabes discordaram dos Estados Unidos da América. Quando se torna claro que o Iraque não tem mesmo armas de destruição em massa, os EUA dizem-nos que o Iraque já exportou essas armas para os países Árabes como o Sudão e a Líbia. É claro que os Estados Unidos não querem uma solução pacífica. É o desejo ardente pela guerra.

É estranho que os EUA estejam tão preocupados àcerca das armas para destruição em massa possivelmente em poder do Iraque, quando os próprios EUA dispõem de de toneladas e toneladas de armas para destruição em massa, incluindo armas nucleares, não só no solo dos EUA mas também no dos países estrangeiros. Os EUA foram o único país que já usou bombas atómicas na História em Hiroshima e Nagasaki. Na década de 60 os EUA invadiram literalmente Congo Brazaville de Patrice Lumumba, usandomercenários. A Coreia, Vietname e Cuba foram vítimas da intervenção militar americana. A pequena ilha de Grenada foi invadida pelos Estados Unidos há menos de duas décadas. A desestabilização do governo Sandinista na Nicarágua pelo apoio militar aos contra-revolucionários foi da responsabilidade dos EUA. Há pouco mais de cinco anos, os EUA atacaram o Panamá e rigorosamente raptaram o seu chefe, General Noriega que, presentemente está a cumprir uma longa pena numa prisão dos Estados Unidos. Onde está a moral deste país?

Vejamos agora o comportamento do mais próximo aliado dos EUA no Médio Oriente, Israel, e a sua reacção em relação a este comportamento. Israel ocupa parte de países Árabes, incluindo a Palestina, pela força das armas. Israel tornou-se a origem de todo o terrorismo no Médio Oriente. Uma grande faixa de terra do Líbano está ocupada por Israel e é considerada como uma zona de segurança Israelita.

Mesmo a Jordânia, aliada dos Estados Unidos, não está imune ao terrorismo Israelita. Em vez de actuar contra Israel, os Estados Unidos de América dão cada vez mais apoio a Israel, incluindo sofisticadas armas de destruição em massa, tal como a capacidade nuclear israelita, e apoio financeiro e diplomático. Os EUA vetaram todas as acções do Conselho de Segurança das Nações Unidas contra Israel.

As razões do interesse americano na acção militar contra o Iraque são outras. Com o fim da Guerra Fria, os interesses económicos do complexo militar-industrial dos Estados Unidos estavam ameaçados. Já não havia mercado florescente para estas forças. Para justificar o gasto massivo em armamento sofisticado tornou-se importante criar pontos de conflito armado. Algumas das armas de destruição em massa dos Estados Unidos não foram testadas. O Iraque pode ser o local de teste dessas armas.

O Presidente Bill Clinton recentemente revelou um segredo quando declarou que não poderia haver paz enquanto Saddam Hussein fosse o presidente do Iraque. Assim, o problema não são as armas de destruição em massa que o Iraque possui, mas Saddam Hussein. Isto foi seguido por um elaborado exercício de controle de custos. A guerra pode também ajudar a desviar a atenção dos problemas pessoais de Bill Clinton.

É apropriado que os países no Golfo assumam a liderança do processo de resolução da crise do Golfo. Infelizmente, o comportamento de Saddam Hussein às vezes cai directamente nas mãos das forças reaccionárias nos Estados Unidos de América.





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