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Jerusalém celeste não possui proprietário terreno

Por: Mohammed Jamouchi - Filósofo (especial para Al Furqán)

é intenção de Mohammed Jamouchi demonstrar, apresentar ao público Europeu (por conseguinte, sem fazer uma escolha política ou dar lições aos que vivem esta situação no seu país) um ponto de vista pouco conhecido, visto a significação religiosa deste lugar ser frequentemente ocultada e também por apoiar-se mais na metafísica do que na política.

Após inúmeras décadas, a situação degrada-se e complica-se apenas. Foram muitas as manifestações afectivas e sentimentais, muitos os discursos políticos e éticos, e muitos os movimentos de forças militares a que assistimos. Muitos foram os acordos e tratados internacionais ofendidos, muitos vetos foram aplicados, não obstante o facto de indivíduo algum ou Estado, inclusive, poder colocar-se acima das leis em vigor no quadro do Direito Internacional.

Desde há meio século que, aquilo que, pudicamente, apelidamos de "o problema Palestiniano", acantonou-se, primeiro, num perímetro local, depois, regional, isto antes de assumir uma amplitude pan-Arábe e pan-Islâmica com as suas ramificações internacionais. Foi grande, a tentativa de querer abandonar os verdadeiros problemas que vive o povo Palestiniano e reduzi-los (como uma divagação num parêntesis) a um simples problema humanitário de refugiados, antes de tender timidamente para uma possibilidade de legitimação de uma autoridade em busca de reconhecimento.

O nó do problema Palestiniano é o cerne da questão de um projecto estadual, que está no centro de conflitos e negociações intermináveis, mantidos por uma situação de guerras e paz perpétua, que giram em torno de questões decisivas: quais são as condições de realização do Estado, com que atribuições, com que soberania e autonomia, em que território, e com que capital? Além disso, é necessária a reivindicação da cidade de Jerusalém, enquanto sede central de um ou dois Estados independentes ou, pelo contrário, há que tratar este local como a Jerusalém sagrada [Al-Quds ash-Sharif]? Tanto num caso, como no outro, encontramos ainda outras subopções. No primeiro caso, considerar-se-á a Jerusalém Árabe, a Jerusalém Este ou Oeste? No segundo caso, que retira a soberania política nacional para a confinar a uma dimensão religiosa, considerar-se-á a reabilitação de um local sagrado para as três religiões monoteístas, permitindo-se o acesso a este lugar, património da Humanidade e estipulando que Jerusalém é um todo indivisível, um espaço indivisível e separado [corpus separatum], sob a supervisão de "representantes da Humanidade".

A terra dos Profetas não é uma terra que se encontra à venda, a comprar pelos mais ricos, ou a leiloar pela melhor oferta. São actos como estes que revelam a ignorância do significado da Jerusalém celeste.

Por conseguinte, magoar a Palestina é o mesmo que ofender um berço do monoteísmo. Antes de cobiçar uma terra que não se destina a ser conquistada, convém reflectir no significado de um lugar santo, mítico e simbólico para redescobrir e meditar. A Palestina não é um campo de batalha, mas sim um local de reconciliação das tradições Judaicas, Católicas, Ortodoxas, Sunitas e Xiitas.

O Homem foi consagrado pela sua dignidade, pelo que este deve ser preservado ou, como dizia Esra Pound num dos seus poemas [cantos], no seu tempo: "Ser Homem, não destruidor".

Para a tradição Xiita Imamita, Al-Quds está associada ao imã da época [ımam zaman], mas é sobretudo o local de onde o selo dos Profetas realizou a sua viagem de ascensão para Deus, atingindo o limite do lótus. As duas tradições evocam uma experiência situada fora da temporalidade. Os filósofos Muçulmanos concentraram os seus esforços nos significados [ma`anı] Alcorânicos de Al-Quds e desenvolveram um sentido místico e metafísico. Antes de empreender qualquer acção, há que aprofundar o sentido e os significados de Al-Quds. De um modo geral, determinados conceitos Bíblicos podem ser revistos e reactivados a partir da tradição profética perpétua. Neste caso, o texto da Torá, o profeta Daniel e o apocalipse de João podem ser revistos à luz do Alcorão, na busca de uma estrutura profética e mítica. De facto, para além das ciências da tradição profética [hadıce], convém desenvolver uma gnose profética [`ilm an-nubuwwa].





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