: Ремонт ноутбуков hp pavilion. Ремонт ноутбуков hp своими руками. Ремонт клавиатуры ноутбука hp. Сервисный центр samsung ремонт планшетов. Быстрый ремонт планшетов samsung. Ремонт планшетов samsung galaxy tab. Штукатурка стен своими руками. Качественная венецианская штукатурка своими руками. Наружная штукатурка своими руками.
Смартфон samsung galaxy отзывы. Хороший обзор смартфонов samsung galaxy. Смартфон samsung galaxy ace 2. Горнолыжные курорты италии отзывы. Лучшие горнолыжные курорты италии. Горнолыжные курорты италии фото. Лазерная коррекция зрения. Качественная коррекция зрения стоимость. Операция по коррекции зрения. Язык программирования python. Учим python быстро. Весь язык python с нуля. Лечение сетчатки глаза. Нервный тик глаза лечение. Болезни глаз лечение.



Muita confusão em torno de algo antigo

Uma nova onda de controvérsia e sediciosa violência está a devastar tanto a Europa como o mundo muçulmano. A causa de tudo isto é, uma vez mais, a publicação de "cartoons" alusivos à imagem do Profeta Muhammad (s.a.w.), considerados por uma grande parte da comunidade muçulmana como sendo uma blasfémia.

Nada disto é, obviamente, novidade. Já tínhamos sido confrontados com o mesmo, com as mesmas imagens inclusivamente, há dois anos. Mas este novo episódio de ofensa pela imagem surgiu com a revelação daquilo que tem sido considerado como ameaças feitas, presumivelmente, por extremistas islâmicos a um editor dinamarquês, em reacção ao episódio do primeiro "cartoon".

Várias publicações europeias, inclusivamente um jornal evangélico cristão da Dinamarca, têm publicado a nova bomba visual contra o Islão, aparentemente em solidariedade com o editor e com aquilo que normalmente é considerado a liberdade de imprensa e o direito à liberdade de expressão.

Como retaliação, alguns jovens muçulmanos incendiaram carros e alguns bairros de Copenhaga e uma tempestade de protestos no mundo muçulmano apela a um novo boicote aos produtos dinamarqueses e à destituição do embaixador dinamarquês no Paquistão. E, de acordo com a informação disponível, tanto a Arábia Saudita como a Líbia destituíram os embaixadores da Dinamarca.

Vai recomeçar tudo outra vez.

Então que lições devemos (voltar) a retirar desta nova onda de publicações de "cartoons"?

Aqui fica a minha opinião:

A primeira lição é que, e de uma forma bastante literal, há muita gente que gosta de atirar pedras aos muçulmanos, sob o disfarce de uma errónea identificação dos mesmos com características de violência, traição e maldade, preconceitos que não irão desaparecer pelo simples facto de não os apreciarmos e de os contestarmos.

A segunda lição, e que acaba por ser uma consequência da primeira, é que ao deitarmos lenha para a fogueira, nós (muçulmanos) estamos apenas a conseguir queimar-nos a nós próprios, legitimando o conceito de que os muçulmanos são incapazes de responder à ofensa e crítica sem pegarem na espada da vingança.

(Aliás, este é, naturalmente, o efeito calculado da publicação destas provocações: criar uma imagem escandalosa do Profeta Muhammad, deixar que os muçulmanos se rebelem em resposta e deixar bem à vista de todos a incorrigível violência e radicalismo que caracterizam o mundo muçulmano).

A terceira lição é, no entanto, relativa à oportunidade de reagir a estes "cartoons" vista de uma maneira diferente, oportunidade que estamos a perder.

Com efeito, não precisamos de incendiar carros e bairros na Europa, ou de retaliar publicando as nossas próprias versões racistas de estereótipos com a intenção de ofender os europeus e, muitas vezes, os judeus. A nossa melhor resposta a este tipo de provocações é a cooperação entre muçulmanos e também com os numerosos aliados de outras fés para exigirmos o fim da publicação de todas as imagens religiosas depreciativas ou escandalosas, mas não enquanto privação da liberdade de imprensa, mas sim porque existe uma justificação moral para o fazer.

O Profeta Muhammad (s.a.w.) teve de lidar com escárnio e censura semelhantes durante a sua vida. Até mesmo a sua Mesquita foi profanada por alguém que nela resolveu urinar. No entanto, em vez de exigir que o pecador fosse castigado ou morto, Muhammad (s.a.w.) serviu-se do ocorrido para educá-lo sobre a natureza de uma melhor higiene e o respeito pela Casa de Deus.

Aqueles que nos difamam e odeiam são conduzidos por uma aversão irascível pelo Islão, aliada à profunda ignorância relativamente à diversidade da vida e cultura muçulmanas. Ora, não vai ser uma resposta violenta proveniente da comunidade muçulmana que os vai dissuadir de dizer, desenhar ou publicar o que entenderem.

Mas se, contrariamente, a nossa resposta for organizada e não violenta poderemos muito bem conseguir provar que os muçulmanos, quando são orientados pelo Alcorão e pela Sunnah do Profeta Muhammad (s.a.w.), são capazes de evocar um padrão moral mais elevado, razoável e estrategicamente mais eficaz, que lhes permite em conjunto com as os nossos aliados de comunidades de outros credos, defender a integridade da nossa fé.

Que Deus nos conceda o Seu verdadeiro amor e o do Seu último Mensageiro, e que nos conceda a graça de, no Dia da Ressurreição, estarmos entre aqueles que obedeceram verdadeiramente ao seu nobre lema. Ámen.





Created & Design by MaiLayout