Posted on

Exemplos de Tapetes

Tapete 1 – Os pequenos e delicados dedos das crianças, são os melhores para fazer tapetes, visto que conseguem fazer nós mais apertados. Estas duas raparigas, estão a utilizar um tear de peças duas peças verticais e duas transversais, a que estão atadas aos da teia.

Tapete 2 – Tapete do Séc. XIX, de yarkand, ou Khotan, na bacia do tarim, no Turquestão Chinês, mede 234 cm x 120 cm, o desenho de ramos e romãs é sublime, com um bordo de rosetas suásticas. A suástica, que as civilizações Asiáticas, desde o Egeu até à China utilizaram desde 5000 anos, é um dos símbolos mais vulgares encontrados no tapetes Islâmicos.

Tapete 3 – Alforge sumak, tapete do Cáucaso, as cores azul-celeste, vermelho vivo e creme são típicas desta região.

Tapete 4 – Manta Turcomana que se coloca sobre o camelo-guia para afastar os maus espíritos.

Tapete 5 – Bidzhov, com 204 cm x 125 cm, um tapete do Cáucaso, ilustra os desenhos geométricos típicos da região.

Tapete 6 – Tapete de Oração Turco, de seda, do Séc.XIX, com o tipo de nós Ghiordes, mede 165 cm x 118 cm.

Posted on

Introdução

O Charme dos Caracteres Árabes

A caligrafia árabe foi considerada, desde a aurora do Islão, como uma arte estética de grande importância porque ela reflecte o espírito da civilização árabe-islâmica. Ao formar os caracteres da escrita à sua maneira, com muito gosto e finura, a caligrafia provou que as letras se podiam transformar nas suas mãos num instrumento dócil capaz de fazer resplandecer a beleza e extrema delicadeza dos caracteres árabes.

Isso permitia-lhes criar uma multitude de obras de arte que, até agora, enfeitiçam os espíritos e cativam a imaginação.

Eis o que diz a este propósito o Dr. Zaki Mohamed Hassan: “As cinzeladuras caligráficas estão entre as mais belas obras artísticas. Em pouco tempo, a caligrafia árabe progrediu muito e tornou-se um esplêndido meio de ornamentação. É muito raro encontrar um monumento histórico sem o ver coberto de inúmeros versos escritos de maneira maravilhosa, o que lhe dá muito esplendor e faz sobressair o seu valor”.

A caligrafia árabe penetrou todos os domínios. Pode-se vê-la incrustada sobre a madeira, o vidro, o marfim, o ouro, a prata, o cobre, o dinheiro, assim como sobre a pedra, o mármore, as tapeçarias, os tecidos, os trabalhos de artesanato e, bem entendido, os manuscritos. Está presente em toda a parte pois sem ela, não importa que obra perde muito da sua graça e da sua beleza. “Os caracteres árabes, como notou um especialista, fazem parte integrante de duas artes importantes de que se orgulha a civilização árabo-islâmica: o arabesco e a arte de formar as letras”. É portanto uma simbiose de múltiplos elementos. Isto, naturalmente, contribui para fazer sobressair o seu esplendor estético.

Para atingir o ideal, o calígrafo inspirou-se na arquitectura árabe, nos valores espirituais do Islão e nas formas abstractas que são muito apreciadas no mundo islâmico. Estas formas, no entanto, são o símbolo de uma espiritualidade avançada e de um sentido da estética refinado.

Os caracteres árabes são de uma maleabilidade incomparável. Podem ser talhados de diferentes maneiras para tomar, finalmente, a forma de um monumento, de uma flor, de um vaso, de um pássaro, de um qualquer animal. Isto confere-lhe, praticamente, uma riqueza ornamental ilimitada. Assim, o “Thoulth” reflecte o brotar da alma e arrojar-se em direcção ao infinito. O “Nouskh” distingue-se pela sua elegância e a sua provocação do sentimento estético, enquanto que o “Koufi” significa estabilidade e constância. Os especialistas concordam em dizer que os caracteres são tão delicados e tão maleáveis que podem, de facto, tomar toda a espécie de formas geométricas e artísticas. Para se convencer disso, basta ver uma exposição de caligrafia árabe. Maravilhamo-nos com a riqueza e a variedade dos símbolos que ela exprime. Tão depressa se trata de uma flor de pétalas abertas como de uma árvore que se ergue majestosamente no firmamento; tão depressa se trata de uma pomba branca que estende as suas asas como de um leão cujos olhos refulgem de furor.

É por isso que toda a obra artística recorre à caligrafia árabe. Esta enche o vazio, embeleza os detalhes e dá ao conjunto um aspecto majestoso e imponente.

Este génio plástico que encerra a caligrafia árabe inspirou muitos homens que se entregam às artes plásticas. Servem-se deles para dar mais lustro às suas pinturas e às suas esculturas.

Assim foi criada uma “associação dos calígrafos árabes” para que este génio que é uma dádiva do nosso património conserve os seus traços essenciais e claridade da sua beleza.

Actualmente a caligrafia árabe tem o direito de cidade. Ela impõe-se na imprensa, nos meios de informação, nos diversos organismos do Estado, nas escolas, universidades, mesquitas, igrejas. A sua presença é sinal de bom gosto e de refinamento artístico.

Posted on

Estilos Caligráficos

O desenvolvimento da Caligrafia Árabe (escolha uma categoria), originou a criação de vários estilos decorativos, que foram utilizados para “acomodar” necessidades especiais ou gostos e para impressionar outrem. As técnicas mais espectaculares da caligrafia ou estilos de escrita Árabe são:

Gulzar: Safadi (1979) em Caligrafia Islâmica define Gulzar como sendo a técnica de preencher a área entre os contornos de grande letras, com vários ornamentos, como por exemplo: Desenhos florais, cenas de caça, retratos, pequenos escritos, formas geométricas e outros motivos. Gulzar é geralmente usado em caligrafia composta que é também rodeada por outras decorações.

Maraya ou Muthanna: Maraya ou Muthanna é chamada a técnica do espelho, em que a composição da esquerda reflecte a composição da direita.

Zoomorphic: Na caligrafia Zoomorphic as palavras são manipuladas e estruturadas para que se assemelhem à figura humana, de aves, de animais ou de objectos. Safadi salienta que os estilos de Thulut, Naskh e Nasta’liq são extensivamente usados para criar tais composições.

Tughara: O estilo de Tughara é um tipo de caligrafia única, que é usada como um selo real. A Nishanghi ou Tughrakesh é o único estilo especializado neste tipo de caligrafia. O uso excessivo de adornos predomina neste estilo, que foi muito usado pelos oficiais do império Otomano.

Siyaqat: Siyaqat é outro estilo desenvolvido pelo Império Otomano e muito utilizado pelos mesmos; Foi usado em Instituições Oficiais e Tribunais. Siyaqat tem uma parecença com o estilo de Kufic, onde o traço é direito e “pesado” e relativamente angular.

Al-Khat al-Hurr: Al-Khat al-Hurr, é talvez, o estilo de caligrafia mais recente, foi desenvolvido em diferentes partes do Mundo Árabe por volta dos anos 80. É um estilo livre que não segue nenhuma regra, mas é extremamente elegante. O traço contrasta entre si, um traço pode mudar bruscamente do mais “pesado” que a caneta pode produzir para o mais “leve” da mesma caneta.

Posted on

Introdução

A Arte de tecelar tapetes sempre foi um hábito nómada, no entanto foi “adoptada” pelos Povos sedentários Muçulmanos, como também pelos não Muçulmanos.
A necessidade dos Nómadas fez com que eles “inventassem” artefactos para preencher as suas necessidades, um bom exemplo é os tapetes…

Esta arte no povo Nómada, sempre foi associada ás mulheres: as mulheres fiam e tecem formas de tapetes em lã dos rebanhos de ovelhas que os homens cuidam, e encontram tintas naturais nas plantas e insectos e no meio que as rodeiam, o produto final é essencial para quem vive em tendas…
No entanto os tapetes para os Povos Sedentários foram e são utilizados para fins diferentes: cobrir áreas sagradas dos Santuários e Mesquitas, decoração, exibir as riquezas e no passado para mostrar o bom gosto dos mercadores e Príncipes.

Exemplos de nós

Ghiordes                    Persa                   Sumak                   Kelim

A diferença que existe entre a vida Sedentária e a Nómada, de forma alguma reflecte-se nos padrões criados, porque qualquer um deles era e é extremamente rico e variado, das formas estilizadas aos desenhos geométricos até aos tapetes produzidos para a Oração, e às composições quase que “reais” de seres vivos tais como: humanos, animais e flores.

Os principais focos de produção de tapetes no Mundo Islâmico são: Irão, Sul da Ásia, Turquia, Cáucaso e a Ásia Central.

O Irão manteve a tradição artesanal das suas tribos Nómadas, como por ex: Qashqai, Lur e Bakhtiari. O mais alto nível artístico foi conservado representado autênticas “peças teatrais” de caça, vasos e jardins, de princípios do período Sefévida, altura em que os melhores pintores da Realeza tiveram um papel crucial no desenho.

As condições climatéricas do Sul da Ásia não deu azo para que se “cultivasse” a Arte de fazer tapetes, como nas terras secas e altas do Irão e da Ásia Central, os Mongóis ao invadirem este território, não encontraram qualquer tradição desta Arte. Akbar, (Imperador Mongol) não se conformou com este facto e para que a grandeza Mongol não fosse relegada para segundo plano em prol para os Sefévidas, mandou vir 200 Artesãos Iranianos e “impôs” a Arte de fazer tapetes em Lahore (Actualmente, uma Cidade Paquistanesa). Tal como os pintores vindos do Irão para os estúdios de Fatehpur Sikri (Actualmente, uma Cidade Indiana), rapidamente assimilaram os estilos artísticos indígenas.

Os tapete Turcos “transpiram” a austeridade e os Ideais Religiosos do Império Otomano, o espírito de Cruzada está quase sempre presente. No entanto no Séc. XVIII tenham começado a surgir padrões com flores estilizadas, especialmente túlipas, muito por “culpa” de influências Europeias. Os tapetes mais exuberantes foram os de Uskak e os de Ghiordes , a excelência em tapetes para Oração, em que os bordos representam os sete jardins do Paraíso.

Os tapetes do Cáucaso são únicos, os seus desenhos quase sempre geométricos, são o reflexo das suas gentes de variadas línguas e tradições diferentes.

A Ásia Central, foi influenciada pela China, sendo os mais famosos os de Bhukara e Samarkand.