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A História Profética: Ismael (paz esteja com ele)

O Profeta Muhammad (s.a.w.) foi descendente directo do Profeta Ismael (a.s.)

 

Coord. Por: M. Yiossuf Adamgy

08.Setembro.2016 /06.Zu-al-Hijjah.1437

 

 

Eram três pessoas benditas: Abraão (a.s.), a sua esposa Hagar (a.s.) e o seu filho Ismael (a.s.) nos seus braços, que viajavam para partes desconhecidas dos desertos da Arábia. Na realidade a viagem entranhava um mistério.

Uma manhã, Abraão e Hagar chegaram à presença de Sara… O pequeno Ismael gatinhava e sorria a todos. Abraão tinha um porte muito sério. Parecia que ia dizer algo importante. Mais tarde, deu a ordem de viajar. Não puderam dizer nem perguntar nada.

— Porquê? Para onde? — Perguntavam-se.

É óbvio que Abraão não fazia nada por si mesmo. Era uma Ordem Divina. Sara despediu-se …. O pequeno Ismael não compreendia nada ao despedir-se da primeira esposa do seu pai.

Passaram os dias e os meses. Os três benditos viajantes passaram por montanhas, dunas, desertos e rios. Por fim, chegaram aos desertos arábicos.

Abraão deixou Ismael sobre as areias do deserto. Olhou profundamente os olhos do seu filho. Ismael sorria apesar do calor abrasador, do Sol e das dunas abrasadoras. Abraão dificilmente podia suportar a dor de abandoná-los no deserto. Estava a ponto de romper a chorar. Olhou o seu filho pela última vez e depois, voltou-se e começou a andar.

Hagar estava confusa ao ver Abraão ir. «Onde podia ir? Junto a quem os deixava neste deserto? O que comeriam e beberiam? Quem os protegeria dos ataques dos animais selvagens?»

Hagar correu atrás de Abraão e perguntou:

— Onde vais, deixando-nos aqui?

A pergunta de Hagar desapareceu no vasto espaço do deserto. O Profeta Abraão (a.s.) andava sem olhar para trás. No seu interior desatava-se toda a classe de tempestades emocionais. Hagar continuou a correr atrás dele, deixando o seu filho atrás. Chamou-o outra vez:

— Senhor meu!

De repente calou-se. Compreendeu tudo. Era uma ordem de Deus. Quando Abraão ficou entre a ordem e os seus sentimentos, escolheu a ordem de Deus sem pensar nem um momento. Hagar perguntou outra vez:

— É uma ordem de Deus?

Sim, era uma ordem de Deus. Então, não restava mais alternativa que admiti-lo. Hagar compreendeu os senti-mentos de Abraão e disse para o consolar:

— No caso de ser uma ordem de Deus, sei que Ele está connosco. Podes ir tranquilo. Deus proteger-nos-á aqui!

Ismael olhou para trás, para o seu pai, até que desa-pareceu. Quando compreendeu que o seu pai se tinha ido, começou a chorar. A sua mãe chorava também assim como o seu pai atrás da duna. Os anjos não puderam suportá-lo mais e começaram a chorar. Todas as criaturas choravam pela triste cena… Os céus, a terra, as montanhas…

Abraão abriu as mãos e suplicou a Deus:

— Senhor Meu! Louvado sejas! Vês e ouves tudo no Universo! Deixei a minha família naquele vale árido em que não há nem uma folha verde, próximo da Tua Casa Sagrada. Estou seguro que és Aquele que os protegerá!

Ismael sorriu quando regressou a sua mãe. Hagar apertou o seu filho contra o seu peito. Caíram umas lágrimas sobre a cara luminosa de Ismael.

No deserto, a água é igual à vida e a falta de água é a morte segura. Passados uns dias, a água tinha termi-nado. Ismael começou a chorar de sede. Hagar levan-tou-se e começou a procurar água. Esperava encontrar um oásis no deserto. Viu uma duna mais à frente, a duna de Safa. Subiu a duna e olhou para o horizonte. Procurou uma pessoa, uma árvore ou um poço. Mas não havia nada no horizonte senão a nebulosa do calor. Desceu da duna de Safa e subiu à outra duna, a duna de Marwa. Olhou em seu redor mas os seus esforços para encontrar água foram vãos. Não havia nada senão vastos de areia.

Ismael chorava quando via que a sua mãe corria entre as dunas. Era muito difícil para um menino ficar sem água horas e horas. Mas era uma prova para Ismael. Deus queria que o Seu Mensageiro crescesse nas situa-ções mais difíceis. Sete vezes vagueou entre as duas dunas e por isso, os muçulmanos vão e vêm sete vezes quando realizam a Peregrinação para recordar os sentimentos de Hagar e compreender os sucessos desse dia.

Hagar estava muito cansada mas continuava a correr. Fazia um calor intenso. Ela chorava muito pelo seu filho, não por si mesma. Quem podia aguentar esta situação?

Os anjos começaram a chorar e suplicaram a Deus, o Misericordioso. Deus contemplava a cena também. Não há nada que permaneça em segredo para Ele.

A compaixão de todas as criaturas é uma gota no mar da Compaixão Divina. É óbvio que havia um segredo neste sucedido. Deus queria que os acontecimentos fos-sem bordados como uma epopeia nas páginas da história da humanidade. Queria que o ocorrido neste deserto, que estava muito longe da civilização, corresse de boca em boca, séculos e séculos. Queria que todo o mundo compreendesse o Milagre Divino. Era uma manifestação do poder de Deus. Quem é mais poderoso que Ele no Céu e na Terra? O mesmo Poder enviaria o Último Profeta, o Profeta dos Profetas (paz e bênçãos de Deus estejam com ele) no futuro.

O Todo-Poderoso enviou o anjo Gabriel à Terra. Quan-do o pequeno Ismael viu Gabriel, esqueceu-se da sede e começou a sorrir. Que belo era o anjo! Ismael chamava Gabriel com a mão; queria brincar com ele. Depois, co-meçou a golpear a terra com os seus pequenos pés.

De repente começou a brotar água de dentro das areias, da terra erma. Era um milagre! Não é Deus o Todo-Poderoso? Hagar tinha voltado junto a seu filho desesperançada, mas quando viu Ismael a brincar com a água, não soube o que fazer. A tristeza converteu-se em alegria, Abraão tinha confiado em Deus e mãe e filho beberam até se fartar. Cercaram a zona, sendo denominada, a partir desse momento, como o Poço de Zamzam.

Zamzam levou a vida à zona. Graças à água a erva começou a crescer na areia. Todo o vale se encheu de verdura. Dentro do deserto infernal nasceu um paraíso. Veio muita gente ver a água e a erva; construiu-se ali uma nova sociedade.

Passaram os anos, Ismael cresceu. Tinha treze ou catorze anos. Quando Abraão veio para visitá-los, viu a fecundidade que tinha trazido a água, e deu graças a Deus pelos seus benefícios abundantes. Abraão queria muito o seu filho Ismael, era um menino formoso. Toda a gente sabia que era um jovem decente e muito inteli-gente. Tinha boas qualidades porque era filho de um Profeta.

O nosso querido Profeta, o Profeta dos Profetas, o último Profeta Muhammad (s.a.w.) disse: «Se Deus quer alguém, põe-no à prova. As provas dos Profetas são as mais difíceis».

Agora, Deus preparava uma nova prova para Abraão e seu filho Ismael.

Um dia, pela manhã, Abraão e Ismael davam um passeio. Abraão ia dizer algo muito importante. Contar-lhe-ia o que tinha sonhado na noite anterior. Tinha uma expressão muito séria. Olhou nos olhos de Ismael e disse:

— Filho meu! Sonhei que tentava sacrificar-te, o que opinas acerca disto?

Que decência tinha o Profeta Abraão! Consultava o seu filho! Ismael sabia que o sonho dos Profetas era um tipo de Revelação. Olhou a cara do seu pai e disse:

— Meu Pai! Faz o que te for ordenado por Deus! Verás, por Deus, que sou paciente entre os pacientes.

Que prova tão difícil! Que obediência tão forte! Era a manifestação da confiança em Deus. Era o preço de ser o Pai dos Profetas.

Pai e filho despediram-se para se verem depois. Não puderam fazer nada senão aceitar a ordem. Quando Is-mael ia para o lugar da referência, Satanás apareceu-lhe:

— Estás louco? O teu pai vai sacrificar-te!

Quando Ismael viu Satanás, começou a apedrejá-lo e Satanás fugiu dali. Mais tarde, apareceu-lhe outra vez e disse o mesmo. Ismael apedrejou-o de novo. Desde este dia, quando os muçulmanos realizam a Peregrinação a Meca, apedrejam Satanás de maneira figurada. Ele não pode vencer Ismael, foi derrotado e foi embora. Não era possível vencer um Mensageiro de Deus!

Mais tarde, Ismael tinha-se posto contra o solo para o sacrifício. Toda a natureza os olhava; todas as criaturas tinham vontade de saber o que se passaria pouco depois. Viam a manifestação de uma obediência total. Era uma prova muito difícil para ambos. Quando Abraão aproximou a faca ao pescoço de Ismael, ouviu uma voz celestial: «Abraão! Isto prova que tens confiança e fé em Deus! Submeteste-te à Ordem Divina! Sacrifica este carneiro em lugar de Ismael!»

Abraão, Ismael, os anjos no céu e as criaturas na Ter-ra suspiraram de alívio, profundamente. Tinha terminado a Prova Divina e tinha sido superada. Era um dia festivo para todo o Universo. Este dia foi nomeado como a Festa do Sacrifício para os Muçulmanos. Neste dia, os muçulmanos sacrificam cordeiros e carneiros recordando a história do Profeta Abraão e seu filho Ismael.

Passaram os anos, Ismael cresceu e fez-se adulto, casou e teve filhos. A população dos arredores de Zamzam foi aumentando. O povo de Ismael venerava Deus ajudado pelas palavras que tinham aprendido dele.

Um dia, Abraão e Ismael saíram para dar um passeio. Abraão sorria. Deus tinha-lhes mandado construir a Caaba, a Casa Sagrada. Os dois Profetas começaram a trabalhar sem perder tempo. Construíram a Caaba sobre a base que tinha escavado Adão.

A Caaba, coração do mundo. A Caaba, a pupila do Universo. A Caaba, o lugar sagrado onde os anjos no céu e os muçulmanos no mundo realizam a circunvalação (tawaf) ao seu redor.

Os dois Profetas suplicaram a Deus quando construíram a Caaba: «Senhor Meu! Aceita-o de nós! Tu és Quem tudo ouve, Quem tudo sabe! Senhor Meu! Faz-nos dos que se submetem a Ti e faz de nossos descendentes uma comunidade muçulmana que se submeta à Tua Divindade, sendo os representantes mais notáveis da obediência ao teu Poder! Envia-lhes um Profeta que lhes leia os Teus versículos! Para que lhes ensine o oculto, os chame ao recto caminho, à pureza! Tu és a única fonte de sabedoria!»

Deus aceitou as suas súplicas e o Profeta Muhammad (s.a.w.) foi descendente directo do Profeta Ismael (a.s.). Ele foi o Grande Profeta e os seus crentes, o povo da Umma, são os crentes mais fiéis.

Um dia o Nosso Querido Profeta Muhammad (s.a.w.) dirigia umas palavras aos seus discípulos. Quando lhe calhou a vez de falar do Profeta Abraão (a.s.) disse: «Eu sou a súplica do meu pai Abraão; sou o filho de dois sacrifícios».

O primeiro sacrifício era o do Profeta Ismael e o segundo era o do seu pai Abdullah.

Tinham terminado a construção da Caaba. Abraão pensou pôr um sinal no princípio do tawaf. Podia ser um sinal em forma de rocha mas seria diferente das demais rochas da construção. Ismael procurou uma rocha dife-rente nas montanhas mas não pode encontrá-la. Quando regressou, viu uma rocha negra levada pelo seu cansado pai:

— O que é isso?

Hajar al-Aswad, a rocha negra, a rocha sagrada.

— Onde a encontraste?

— Os anjos trouxeram-na do Éden.

Colocaram a Hajar al-Aswad no seu lugar especial, num muro da Caaba.

Desde este dia, os muçulmanos vêm visitar a Meca, realizar o tawaf em redor da Caaba, beijar Hajar al-Aswad. Para além disso, caminham entre as dunas de Safa e Marwa recordando a história de Hagar. Depois, apedrejam Satanás como o Profeta Ismael fez. Ofere-cem sacrifícios, cordeiros e carneiros, para manifes-tar a obediência a Deus. Durante as rezas, voltam os seus rostos para a Caaba e, deste modo, rezam.

Dois anjos falavam, entre eles, no Céu. Falavam do senhor do Universo. O senhor dos senhores estava a ponto de nascer, em Meca, próximo da Caaba, nos arredores do poço de Zamzam. Outro Zamzam que daria vida às almas desertas estava a ponto de nascer. Um dos anjos disse ao outro: «Entendeste o mistério da vinda de Ismael a Meca? O mistério do sacrifício? O mistério da construção da Caaba? Tudo era para ele! Para Muhammad (p.e.c.e.) — o último Profeta de Deus!».

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Como o passado prova que o Islão pode ser parte da identidade Europeia?

24 de Agosto 2016, por Konstantin Manyakin

In: http://www.thenewfederalist.eu/how-the-past-proves-that-islam-can-be-part-of-european-identity

Tradução de: M. Yiossuf Adamgy

 

Apesar das alegações de crescimento das manchetes e de muitos políticos de direita em toda a UE argu-mentando que o Islão não pertence à Europa, não é tão estrangeiro quanto parece, uma vez que as comunidades muçulmanas já existiam na Europa durante vários séculos. Bósnios, Albaneses, e alguns Gregos e Eslavos Búlgaros, são nativos Europeus Muçulmanos cujos antepassados, através da inter-acção com as civilizações Árabes e Turco-Otomanas, se converteram ao Islão. O Islão também foi reconhecido no Império Austro-Húngaro. Mesmo Adolf Hitler tentou encontrar simpatizantes da ideologia racista Nazi entre os muçulmanos bósnios. Hoje em dia, as Mesquitas de comunidades de imigrantes na Europa Ocidental já converteram dezenas de milhares de pessoas de ascendência nativa.

Como o Islão, o Cristianismo também é de origem do Médio Oriente. Mesmo quando o Imperador Constantino, o primeiro a assinar o “tratado de Milão”, que reconheceu o estatuto social dos cristãos no Império Romano, este édito marcou o Cristianismo como uma seita de fé judaica, praticada pelos hebreus israelitas.

Como o Cristianismo e o Budismo, o Islão é uma religião universal e não é uma nação ou cultura, como os nacionalistas afirmam. Qualquer um pode converter-se a ele, não importa o seu passado ou origem, independentemente da afiliação religiosa dos muçulmanos na Europa e da sua cor da pele. A única questão que deve ser levantada e respondida é – por que é que grupos de extrema-direita e outros movimentos de islamofobia tratam os muçulmanos como estrangeiros?

Em primeiro lugar, antes da imigração massiva da África e da Ásia para a Europa Ocidental durante o século XX, a população religiosa no continente era predominantemente Cristã e, ao mesmo tempo, um número crescente de pessoas aderiram aos pontos de vista ateus ou agnósticos.

Em segundo lugar, até ao final do século, imigrantes e cidadãos de ascendência Turca, Árabe e do Paquistão / Bangladesh, eram socialmente, culturalmente e economicamente segregados em ‘guetos Europeus devido à exploração e ao racismo das massas’.

Em paralelo, os governos europeus não poderiam lidar com o elevado desemprego e os baixos resultados educacionais entre os jovens de origem estrangeira. Além disso, com as políticas de reconhecimento que permitiram que centros islâmicos fossem financiados a partir do estrangeiro, as comunidades muçulmanas tornaram-se ainda mais culturalmente alienadas sob a influência estrangeira. Portanto, as crianças muçulmanas que vivem na França ou na Alemanha são obrigadas a seguir os costumes e tradições de origem dos pais, em vez de se tornarem cidadãos alemães ou franceses integrados, praticando a fé islâmica. Tais condições só violam a universalidade do Islão e impedem-nos de se adaptar em sociedades da Europa Ocidental. Além disso, por causa dos valores patriarcais praticados nestas comunidades imigrantes isoladas, muitos acreditam erroneamente que o Islão suprime os direitos das mulheres.

Em comparação, em algumas sociedades islâmicas como o Irão e a Turquia, um grande esforço é feito para manter a taxa de alfabetização alta entre a população feminina e proibir a poligamia. Depois da Primavera Árabe, países como Egipto e Tunísia tentam alcançar a igualdade de género, como costumava ser no Ocidente cristão durante os séculos XIX e XX.

Por outro lado, a exclusão social em curso com más condições económicas nas cidades europeias, austeridade e desemprego de longa duração são os principais catalisadores da radicalização religiosa, não só entre os jovens de origem imigrante, mas também entre os muçulmanos convertidos de ascendência nativa.

Se o objectivo dos governos da Europa Ocidental é transformar ‘o Islão na Europa “em” Islão da Europa “e trazer a Bósnia, o Kosovo e a Albânia para a UE, as políticas de integração devem, cultural e linguisticamente, absorver centros islâmicos, escolas e mesquitas.

Por exemplo, quando uma pessoa alemã escolhe converter-se ao Islão, ele/ela têm que aprender os ensinamentos religiosos no idioma alemão em vez de turco ou curdo, e não devem abandonar seus/suas tradições e valores culturais. Financiar mesquitas europeias por parte da UE e governos locais pode diminuir a influência do Estado Islâmico, localizado no Médio Oriente, diminuir a oportunidade de radicalização entre os jovens e, por fim, convidar bósnios, albaneses e kosovares como pessoas culturalmente Europeias, para a união. A língua árabe pode ser usada com a finalidade de compreender o significado do Alcorão, que foi originalmente escrito no dialeto local da península Arábica, mas não para demonstrar as comunidades muçulmanas europeias como culturalmente estrangeiras.

Uma abordagem alternativa para fazer com que o Islão seja parte integrante da identidade europeia é possível, a longo prazo, como a história da fé Cristã provou isso. Nos primeiros séculos, quando o Cristianismo foi quase indistinguível do Judaísmo original, os seguidores gentios de messias Yeshua ha-Notzri (ou Jesus de Nazaré) tiveram que estrictamente praticar e aprender os costumes culturais, tradições e língua dos hebreus do Médio Oriente, conhecido hoje como povo judeu.

Apesar do número de seguidores de Cristo ter crescido rapidamente no Império Romano, ao longo de décadas, os cristãos gentios, eventualmente em menor número, tornaram-se mais dominante do que judeus cristãos originais. As igrejas foram perdendo os laços com o Médio Oriente e com as diásporas judaicas e, eventualmente, as reformas sociais e religiosas do imperador Constantino o Grande, no século IV finalizaram o processo. A assimilação cultural e linguística do cristianismo ou “seita judaica” na civilização romana/europeia foi concluída, apesar da fé Cristã ainda hoje abraçar valores religiosos judaico-abraâmicos.

Se o Islão Europeu segue um processo muito similar, então os ensinamentos religiosos do Profeta Muhammad (p.e.c.e.) tornar-se-ão uma parte espiritual da UE. Mesquitas europeizadas podem tornar- -se uma arquitectura notável de arte europeia e da história, da mesma forma como as Catedrais cristãs.

Talvez as mulheres muçulmanas europeias que também seguem valores sociais europeus, possam demonstrar-se como um excelente exemplo do Islão reformista, de igualdade de género e sucesso na educação, carreira e conquistas no desporto, política e ciência para congéneres que vivem em países muçulmanos fora da UE.

Em paralelo, há uma forte razão para evitar conflitos religiosos entre Muçulmanos e Cristãos, já que ambos acreditam no mesmo Deus (em árabe conhecido como Allah) e aderem aos mesmos Profetas, especialmente Jesus (conhecido como Issa no Islão), que é muito notável em ambas as confissões.

Finalmente, é importante ter em mente que a radicalização islâmica é tão hostil quanto o extremismo cristão, grupos de extrema-direita e movimentos ultra-esquerdistas, que diariamente abusam da democracia, direitos civis, liberdade de discurso e de expres-são na União Europeia e noutros países ocidentais. E os muçulmanos moderados, juntamente com outras confis-sões e grupos de direitos   cívicos, podem expressar a solidariedade em conjunto para proteger a democracia e a segurança europeia.

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O Alcorão não é “letra tornada morta pela evolução da humanidade”

Por: Mahomed Yiossuf Mohamed Adamgy

In CARTA DIRIGIDA AO DIRECTOR DO JORNAL “PÚBLICO”

Stº. Antº. dos Cavaleiros, 31 de Março de 2004.

Exmº. Senhor Director do Jornal “Público”

Com os meus cordiais cumprimentos, venho pedir a sua atenção para o seguinte:

Publicou a jornal “Público” de 19. Março.04, um belíssimo artigo encabeçado pelo título “Islão, Terror e Mentiras”, subscrito pelo vosso conceituado colaborador e analista Dr. Miguel Sousa Tavares.

Na sua qualidade de organização vocacionada para estudo e divulgação do Islão em Portugal, a revista “Al Furqán” entende ser seu dever comentar e esclarecer, sob o ponto de vista Islâmico, a forma pouco correcta e parcial como foi apresentado o seguinte parágrafo escrito no final da rubrica 1., no intitulado artigo “Islão, Terror e Mentiras”, que passo a citar:

“Onde estão as vozes dos imãs, dos muftis, dos teólogos do Corão, para virem explicar aos seus seguidores que metade do que lá está escrito é letra tornada morta pela evolução da humanidade, e a outra metade jamais poderá ser aceite como mandamentos de um Deus que exige, perdoa e garante a vida eterna a quem deixa umas mochilas carregadas de dinamite nuns comboios para deixar no chão um mar de corpos e vidas esventradas, mulhers, crianças, cristãos e muçulmanos, despedaçados num horror que insulta a condição humana?”.

1) – Se “o Corão é letra tornada morta pela evolução da humanidade”, também, por essa ordem de ideias, seria letra tornada morta o Evangelho e a Tora (Bíblia, com Velho e Novo Testamento).

2) – Nenhuma das “vozes dos imãs, dos muftis, dos teólogos do Corão, jamais virão explicar aos seus seguidores que metade do que lá está escrito é letra tornada morta pela evolução da humanidade”, visto que eles, assim como 1,3 bilião de pessoas no mundo, acreditam piamente que o Alcorão é a palavra de Deus.

3) – No que respeita “a outra metade”, que presume-se estar referido ao actos de jihad, terror, martírio e suicídio, feitos por alguns islâmicos, gostaria de esclarecer o seguinte:

“Se há qualquer martírio nestes actos terroristas (como por exemplo nos atentados de 11 de Março em Madrid) foi certamente o dos bravos bombeiros, polícias e outros que actuaram para salvar vidas humanas e sacrificaram as suas próprias vidas neste processo”, conforme disse recentemente o Sheik Hamza Yusuf. Segundo este estudioso Islâmico de nacionalidade americana, cujos artigos sobre o Islão são difundidos internacionalmente, “os terroristas são assassinos em massa e não mártires”. E se eles são islâmicos, então são “inimigos do Islão.”
Fanáticos religiosos de qualquer credo são pessoas frustadas, que acabam por manifestar o seu desespero, fazendo frequentemente coisas horríveis. Se estes homens realmente são árabes, muçulmanos, trata-se obviamente de pessoas muito doentes, e por conseguinte, nem sequer se deve olhar estes factos como uma questão religiosa. é política. Política trágica. Não há nenhuma justificação Islâmica para isso. é a mesma coisa que ocorria quando algum extremista irlandês usava o Catolicismo como desculpa para matar ingleses. Não são mártires.
é de recear alguma histeria que estes acontecimentos trágicos possam provocar na Europa e é importante o papel que os muçulmanos e não-muçulmanos têm que assumir, em oposição a toda esta espécie de violência. Não se pode matar pessoas inocentes. No Islão, as únicas guerras que são permitidas são entre exércitos que se devem empenhar nos campos de batalha e de uma forma nobre. O Profeta Muhammad (s.a.w.) disse: “Não deveis matar mulheres ou crianças ou não-combatentes e nem deveis matar pessoas velhas ou pessoas religiosas”. E ele mencionou, textualmente, os padres, freiras e rabinos. E disse: “Não deveis destruir árvores de fruto e nem envenenar os poços dos vossos inimigos.”
A verdade é que há alguns muçulmanos – não importa quão insignificante seja o seu número – que consideram que estes actos são actos religiosos e de auto-sacrifício. E isso está errado. Não é Alcorânico. Deturpa o Islão nos corações e nas mentes de milhões.

Quando perguntaram ao Sheikh Yusuf porque é que algumas pessoas consideram os terroristas ou sequestradores como mártires, ele respondeu que “isso é uma abominação.” Eles “são assassinos em massa, pura e sinplesmente”. São “como aqueles cristãos que, em alguns países ocidentais, atacam clínicas de aborto ou matam médicos que o praticam. Não acho que mais ninguém na Comunidade Cristã, para além de uma pequena minoria de extremistas, ataque clínicas de aborto ou médicos que o praticam.”

Perguntar-se-á então: porque há um apoio tão forte àqueles ataques terroristas em algumas partes do mundo? A resposta será porque nós estamos a viver uma época de ignorância e de perda de valores de ordem social. As pessoas estão muito confusas e espiritualmente empobrecidas. O que os americanos e os euopeus sentem agora, vem sendo sentido há muito por árabes, libaneses, palestinianos, bósnios, etc. Os Judeus também o sentiram. E ainda há muitos Judeus vivos que se lembram com medo e terror do que aconteceu na Europa durante o nazismo.

O ponto fundamental da questão é que os ciclos de violência têm que parar. é uma loucura, especialmente quando vivemos num mundo que já tem armas nucleares. As pessoas dizem que este foi um ataque contra a civilização humana. E isso é exatamente o que ocorreu. Acho que todos nós temos que nos perguntar se a vingança indiscriminada vai ajudar a preservar essa civilização. O Sagrado Alcorão diz aos muçulmanos para não deixar que o ódio de algumas pessoas os impeçam de serem justos. Ser justo é uma exigência do crente Islâmico. Do crente Alcorânico.

Quanto ao conceito, muitas vezes errado de Jihad, devo aqui vincar que Jihad quer dizer “esforço”, “luta”. O Profeta Muhammad (s.w.a) disse que “a maior jihad é a luta de um homem contra as más influências que actuam sobre ele.” Também se refere ao que os cristãos chamam de “Guerra Justa”, que é travada contra a tirania ou opressão – mas debaixo de uma autoridade estatal legítima.
Quanto ao conceito de mártir (em árabe, “Shahid”), traduzido à letra significa testemunha. O mártir é aquele que testemunha a verdade e, em prol dela, sacrifica a própria vida. Há pessoas como, por exemplo, Martin Luther King, que seriam consideradas mártires das suas causas. Também se a casa, a família, a propriedade, a terra ou a religião de uma pessoa for ameaçada, então ela pode, com justiça, defender tudo isso com a sua vida. Se perecer, essa pessoa é um mártir.

E o maior mártir perante Deus é aquele se levanta na presença de um tirano, fala a verdade e é morto por isto. Ele é martirizado. E o Profeta disse que um mártir não terá que prestar contas no Dia do Juízo. é um acto através do qual ele será perdoado. Mas o Profeta também disse que há pessoas que matam em nome do Islão ou da Verdade e irão para o Inferno. E isso “porque eles não lutavam verdadeiramente pela causa de Deus (ou da Verdade)”

Quanto ao suicídio, é um acto “haram” (ilícito) no Islão. é proibido, como um pecado mortal. Um assassinato é igualmente “haram”. E matar civis é um assassinato.

Termino este esclarecimento, solicitando à V. Exª. , como ilustre Director do Jornal “Público”, que do mesmo seja dado conhecimento aos leitores que, desta forma, ficarão em melhores condições para tirar as conclusões que se impuserem às suas consciências. Os Muçulmanos de Portugal agradecem e esperam, democraticamente, ver publicado o seu ponto de vista, que se fundamenta em princípios históricos e doutrinais, que devem ser postos ao alcance de quem busca, sinceramente, a Verdade.

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Aborto, e se for violação ou incesto?

O Islão valoriza a vida humana. Isto é expresso claramente no Sagrado Alcorão quando nos diz que aos olhos de Deus matar um ser humano é um assunto muito sério (5:32).

O Alcorão ensina que no Dia do Juízo os pais que mataram os seus filhos serão julgados por esse crime, e os seus filhos serão as suas testemunhas de acusação (81:8-9).

As pessoas temem frequentemente que ter mais filhos os torne mais pobres. Respondendo a isso, o Alcorão diz: “Não mateis os vossos filhos por medo da pobreza. Nós providenciaremos para vós e para eles” (17:31). Mesmo no caso em que já se é pobre, o Alcorão insiste que Deus fornecerá sustento para nós e para os nossos filhos, tanto mais que Deus tornou a vida humana sagrada (6:151).

O direito à vida é uma dádiva de Deus. Nenhum ser humano deve tirar esse direito. A regra geral, por isso, é que o aborto não é permitido no Islão.

No entanto, o Islão é uma religião muito prática. Inclui princípios para lidar com casos excepcionais. Um desses princípios é que, quando a gravidez ameaça a vida da mãe, pode-se realizar o aborto. Embora as vidas da mãe e da criança sejam ambas sagradas, neste caso é melhor salvar a vida principal, a vida da mãe. Mesmo neste caso, será melhor se o aborto for feito antes do feto ter 120 dias, pois é quando a alma entra no feto.

O Islão não permite o aborto em outros casos. Mulheres que foram vítimas de violação ou incesto naturalmente que merecem simpatia e ajuda. Mas uma criança concebida desta maneira infeliz tem direito a viver. Claro que isto coloca um fardo indesejável na mãe, mas matar a criança não é a solução certa. Para entender melhor este ponto, suponham que alguém vê as camadas mais pobres da sociedade como um fardo indesejável para os ricos. Seria então correcto matar todos os pobres? Claro que não. Então porque é que alguém pode decidir que uma pessoa seja morta só porque é um fardo indesejável? A sociedade como um todo deve ajudar a mãe e aliviá-la o mais possível. Mas a criança não deve ser morta. Mais ainda, o facto de que tais casos acontecem é uma indicação de que as pessoas necessitam desesperadamente de alimento espiritual. Elas necessitam dos ensinamentos puros que as ajudarão a afastar a sua mente do adultério, violação e incesto. As pessoas necessitam de Deus. Podereis ajudar alguém a voltar-se para Deus?

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Colapsos do mito: a Teoria da Evolução

Por: Harun Yahaya

Original na língua Inglesa, enviado da Turquia especialmente para a AL FURQÁN

Nos meios de comunicação Ocidentais, encontramos frequentemente a Teoria da Evolução de Charles Darwin. Organizações de meios de comunicação preliminares, revistas conhecidas e respeitáveis levantam este assunto periódicamente. As “notícias” que normalmente utilizam é que a cadeia da evolução está completa pela recente descoberta de um “elo perdido”. Neste tipo de notícias, um crânio encontrado num canto do mundo tornou-se a maior prova dos antecedentes “macacos” do ser humano.

A aceitação do Impossível

A razão porque a evolução continua insuficiente para explicar este enigma é porque a vida assenta num equilíbrio infinito, começando nas proteínas, os blocos de contrução da vida, até ao corpo humano, a mais complexa das coisas vivas. A teoria da evolução ao negar a existência da criação consciente, não pode dar qualquer explicação à questão de como este equilíbrio é estabelecido e protegido sem consciência, mas sim só com coincidências.

Um dos mais fervorosos apoiantes da evolução, o cientista Russo A. I. Oparin, confessa esta impossibilidade no seu livro “A Origem da Vida”: “Mesmo o mais simples destes materiais (proteínas), que consiste em milhares de átomos de carvão, hidrogénio, oxigénio e nitrogénio, cada um com uma composição única, apresenta uma estrutura muito sofisticada. Para os que estudam a estrutura das proteínas, é tão impossível estas proteínas serem formadas ao acaso como o famoso poema “Eneida” do poeta Romano Virgílio ser composto por letras do alfabeto ao acaso.” (A. I. Oparin, in A Origem da Vida, p. 132-133).

Que seria mais lógico? Aceitar que um poema é escrito por um poeta consciente, ou dizer que sortidos de letras dispersos num bocado de papel em resultado de “coincidências impossíveis” produziram este verso? A evolução aceita este último argumento.

Outro cientista evolucionista confessa a impossibilidade da formação acidental de uma proteína com outro exemplo. Segundo ele, a probabilidade da formação de só uma das proteínas necessárias à vida (Cytochrome-C) é “como a probabilidade de um macaco escrever a história da humanidade à máquina sem se enganar – assumindo que ele carrega nas teclas ao acaso”.

Claro que aprovar tal probabilidade significa pôr de lado os princípios mais básicos da razão e do senso comum. Um livro da história da humanidade claro que é escrito por um autor; ninguém mentalmente são afirmaria que estas letras se juntaram “por coincidência”. O interessante é que o que a evolução defende é exactamente esta reivindicação sem sentido. A evolução é outro modo de admitir cegamente estas impossibilidades. Isto levanta a questão porque é que os evolucionistas continuam insistentemente a defender esta reivindicação extremamente sem sentido, e mais, tentam impôr este engano às pessoas através dos meios de comunicação?

O cientista do qual citámos atrás o exemplo do “macaco a usar uma máquina de escrever” também diz coisas interessantes sobre este assunto: “A probabilidade da formação de uma sequência Cytochrome-C é igual a zero. Se a vida necessita de uma certa sequência, é o mesmo que acontecer uma vez em todo o universo. Ou pode-se dizer que alguns poderes metafísicos para além da nossa definição devem ter agido na sua formação. Aceitar esta última hípotese não se adequa ao objectivo científico. Por isso, temos de tomar em consideração a primeira hipótese”. Como foi explicado atrás, a evolução é de facto uma teoria não apoiada pelas descobertas científicas. Mais uma vez, como nos dizem atrás, esta tentativa tem um objectivo, e mais importante é que este objectivo necessita de negar o facto que as coisas vivas são criadas por Deus.

Esta situação conduz-nos à missão real da Teoria da Evolução: A teoria é avançada não para revelar os factos, mas para os distorcer. O seu maior objectivo é abolir as crenças religiosas.
Bem, qual pode ser a razão? Quem beneficiaria com a eliminação da religião para fabricar uma mentira tão grande com esse fim e introduzi-la na mente das massas?

As Intenções Ideológicas por trás da Evolução

Para compreender porque a teoria da evolução é insistentemente defendida, temos de nos concentrar nos desenvolvimentos históricos que estão por detrás desta teoria.

Como se sabe, a Europa foi controlada principalmente pela autoridade da igreja até à actualidade. A partir do século XVI, esta ordem baseada em princípios religiosos começou a entrar em conflito com os interesses de grupos sociais que adquiriram grande riqueza através do comércio, mas sem poder político. Esta classe iniciou uma longa luta para acabar com a autoridade da Igreja. (Como sabem, a Revolução Francesa foi uma grande transformação social realizada devido a essa classe rica). Mas estes poderes seculares lutaram com a Igreja não só em termos sociais e políticos mas também num plano filosófico.

O espaço aberto pelo enfraquecimento ou eliminação das crenças religiosas foi preenchido pelas ideologias da mesma classe social. A primeira ideologia foi o liberalismo. O liberalismo foi seguido pelo socialismo, que se desenvolveu como uma reacção a aquele. Mais tarde, surgiu o fascismo misturado com o racismo.

Apesar das consistentes ideias opostas, estas ideologias eram todas sub-produtos do novo sistema secular e situavam-se no mesmo plano anti-religioso. Nenhuma delas falava da res- ponsabilidade do homem para com o seu Criador e da obrigação de viver segundo as Suas regras. Pelo contrário, os mais importantes que necessitavam de aderir a uma religião eram contra elas. A realidade que “o homem foi criado” não servia os seus propósitos. Por causa disto, eles necessitavam de uma explicação que provasse que o homem não tinha sido “criado”. Era digno de nota que o socialismo, a mais radical e franca destas ideologias sobre ser anti-religioso, mostrou um grande zelo para com esta nova teoria.

Karl Marx escreveu sobre o livro de Darwin, “A Origem das Espécies”, na sua carta para o seu amigo e camarada Friedrich Engels em 18 de Dezembro de 1860 que, este é o livro que apresenta as bases históricas naturais das suas ideologias. (Cartas de Marx e Engels, Vol. 2, p. 426).

O Darwinismo lançou as bases para o fascismo, que é um dos sub-produtos da nova ordem secular. Ao considerar algumas raças humanas superiores a outras, esta noção oferece que algumas raças excederam as outras no processo evolutivo. Esta opinião chamada “Darwinismo social” inspirou muitos racistas, de Arthur de Gobineau a Adolf Hitler.

É de notar que as maiores dinastias capitalistas como Rockefeller e Carnegie foram das primeiras a conceder apoio, tanto financeiro como verbal, ao desenvolvimento do Darwinismo nos E.U.A.. Várias fundações como a Fundação Rockefeller e a Instituição Carnegie fundadas por estas duas dinastias deram grande apoio financeiro às pesquisas evolucionistas realizadas até agora. Michael A. Cremo e Richard L. Thompson que fizeram notar este assunto no seu livro “A História Escondida da Raça Humana”, salientam que a Instituição Carnegie tinha como objectivo a vitória da “visão cosmológica científica que tenta tomar o lugar das velhas cosmologias religiosas” através do seu apoio. A Fundação Rockefeller apoia a mesma restringir os conceitos de Deus e espírito ao mundo da mitologia”.

Mentiras Encobertas

O significado ideológico de evolução faz com que seja apoiada com grande zelo pelos orgãos de comunicação que acreditam na sua importância. Por outro lado, os evolucionistas fizeram grande uso desta vantagem concedida pelo programa de “lavagem ao cérebro” dos meios de comunicação. Muitas pessoas acreditam tão incondicionalmente na evolução que nem perguntam “como” e “porquê” sobre o que os evolucionistas escrevem.

Por exemplo, mesmo no livro evolucionista mais “científico”, “a transferência da água para terra”, que é um dos maiores enigmas da evolução, é explicada com uma simplicidade ridícula. De acordo com a evolução, a vida começou na água e os primeiros animais desenvolvidos são peixes. A teoria afirma que um dia estes peixes começaram a precipitar-se para terra por qualquer razão (!).

E novamente, segundo a teoria, os peixes escolheram viver na terra, tiveram pés em vez de barbatanas e pulmões em vez de guelras. Mesmo nas fontes mais “científicas”, o absurdo desta afirmação é escondido por algumas frases como “a transferência da água para terra realizou-se”. Como é que se realizou esta transferência? Se supusermos que a alegada seca aconteceu e os peixes se tiveram de deslocar para terra, o que pode ter acontecido aos peixes? A resposta é evidente. Todos os peixes morreriam em poucos minutos. Ninguém pode dizer que “talvez alguns destes peixes por acaso adquiriram pulmões ao fim de quatro milhões de anos no momento em que sofriam, perto da morte”. Porque isto não faz o mínimo sentido. Mas é exactamente a hipótese dos evolucionistas.

As “formas intermédias transitórias” empregadas pelos evolucionistas para provar estas transformações imaginárias são bons exemplos de engano e distorção. Por exemplo, um peixe chamado Coelacanth (Rhipitistian Crossopterigian) apresentado pelos evolucionistas como a forma de transição da água para terra e como um organismo exterminado há quase 70 milhões de anos, foi encontrado vivo em 1939 perto de Madagáscar, para grande espanto dos evolucionistas. O mesmo peixe foi apanhado mais vezes no mar alto. E viu-se que os orgãos que fizeram os evolucionistas apresentá-lo como a “forma intermédia transitória”, (alcova do ouvido interno, espinha dorsal do tipo da cabeça, bolsa natatória), não têm nenhuma dessas qualidades.

O mesmo acontece com todos os outros fósseis apresentados como “formas intermédias transitórias”. Algumas confissões dos evolucionistas sobre o assunto são muito interessantes. Por exemplo, o bem conhecido cientista da natureza, A. H. Clark, diz: “Como não temos nem uma única prova que indique uma transição entre os fósseis e os grupos vivos, então temos de aceitar necessariamente que tais formas transitórias nunca existiram”.

Um conhecido genético e evolucionista, Richard B. Goldschimdt, confessa que não há nenhuma “forma intermédia transitória” e aceita que as espécies “se originaram de repente”. E é claro que “se originar de repente” significa serem criadas.

Embora os evolucionistas estejam embaraçados a nível científico, isto não os impede de enganar o homem comum dentro dos “limites da ciência”. Imaginem um desenho que representa a transferência da água para terra, inventem palavras latinas para o animal na água, o seu “descendente” em terra, e a “forma intermédia transitória” do meio (que é um animal imaginário) e fabriquem então uma mentira encoberta: “Eusthenopteron transformado primeiro em Rhipitistian Crossoptergian, depois em Echthyostega num longo processo evolutivo”. Se puserem estas palavras na boca de um cientista com óculos grossos e uma bata branca, conseguem convencer muitas pessoas. Porque no dia seguinte os meios de comunicação que se empenharem a difundir a evolução, terão anunciado a boa nova ao mundo com grande entusiasmo. Para a maioria que vê o mundo através dos olhos dos meios de comunicação, isto será mais do que suficiente.

Outra mentira encoberta são os desenhos de “reconstrução” produzidos pelos evolucionistas. Podem encontrar muitos nas publicações evolucionistas. Nestes desenhos, criaturas metade homem metade macaco são vistas como uma família. Com um corpo peludo, um andar levemente curvado, e uma cara entre o homem e o macaco, estas criaturas são desenhadas de acordo com os chamados fósseis encontrados pelos evolucionistas.

No entanto, estes desenhos não têm sentido. Porque os fósseis encontrados só dão informação sobre a estrutura óssea do ser. Estes fósseis não revelam qualquer informação sobre quão “peludo” era o corpo do ser vivo. Da mesma forma, não se tem qualquer informação sobre o nariz, orelhas, lábios e cabelo do ser vivo. No entanto, os evolucionistas desenham sobretudo os orgãos como o nariz, lábios e orelhas como meio homem, meio macaco.

Os evolucionistas inventam histórias tão pomposas que podem associar ao mesmo crânio muitas faces diferentes. Por exemplo, as três reconstruções totalmente diferentes de um fóssil chamado Australopithecus obustus (Zinjanthropus) são um bom exemplo disso. O imaginário homem do Nebraska “descoberto” de um dente de porco e desenhado com a sua família, com uma aparência meio humana, meio de macaco, é outro exemplo que ilustra a extensão do poder de imaginação dos evolucionistas.

Como é que cientistas tão eminentes podem fabricar todas estas imagens? Mas estes cientistas “fabricam” estas imagens no sentido literal da palavra. Porque, a evolução não é mais do que um fabrico lógico que não pode ser certificado por qualquer descoberta substancial (empírica). A razão porque este fabrico é publicitado em todo o mundo há um século e meio como um facto absoluto, é porque ele sustenta a ordem do mundo moderno governado por sistemas ideológicos seculares. Como descrito neste artigo, as ideologias desta ordem do mundo necessitam dos conceitos Darwinistas para se justificarem e, portanto, continuarem a manter em força este grande engano.

Conclusão

Toda a informação revelada pela biologia moderna mostra que a origem da vida, principalmente a estrutura molecular dos seres vivos, não pode ser explicada por coincidência. A consciência superior que reina sobre todo o universo é a evidência final da existência de Deus. De facto, os nomes eminentes da microbiologia chegaram a uma posição em que não podem mais defender a evolução.Em vez dela, começa a difundir-se entre estes cientistas outra teoria: a teoria do “desenho inteligente”.

Os cientistas que defendem esta teoria fazem notar que é muito evidente que a vida tenha sido criada por um “desenhador” consciente. Há uma realidade substancial e uma lógica muito simples em perspectiva: um sistema complexo ou uma construção muito detalhada só se podem desenvolver com o auxílio de um desenho consciente. Por exemplo, ninguém que tenha visto as montanhas Rushmore nos E.U.A. duvida que as faces nesta montanha tenham sido desenhadas. Porque as faces dos quatro Presidentes Americanos gravadas na montanha são verdadeiras obras de arte. Seria totalmente sem sentido afirmar que se formaram por coincidência, ou seja por quaisquer factores naturais como vento, terramoto ou raio.

Este é o ponto a que a ciência nos conduziu. À medida que o mundo vivo é explorado, um desenho aparente é revelado, o qual introduz Deus e o Seu Poder Eterno. Não temos necessariamente de O ver para admitirmos a Sua existência. Deus apresenta-Se a nós com a ordem perfeita que criou no universo. Mas os evolucionistas encontram-se num beco sem saí- da uma vez que são incapazes de admitir esta realidade substancial. E eles bem continuarão num caos a não ser que o admitam.